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Ações de vigilância contra febre amarela são intensificadas pela Prefeitura

Orientação é que quem nunca tomou vacina contra a doença procure uma unidade de saúde para se proteger
Por: 04/01/2018 ás 08:34 - Atualizado em 04/01/2018 ás 08:34
Ações de vigilância contra febre amarela são intensificadas pela Prefeitura

Diante da notificação da morte de um macaco da espécie Alouatta caraya na região dos condomínios da região Leste de Goiânia na tarde desta terça-feira, 2, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) intensificou o trabalho de vigilância da febre amarela na capital.

A orientação é para quem nunca se vacinou contra a doença ou quem tem dúvidas se há comprovação do registro da vacina no cartão de vacinação procure uma unidade de saúde para se imunizar. As doses estão disponíveis para maiores de nove meses de idade.

Apesar da equipe de médicos veterinários da diretoria de Vigilância em Zoonoses identificar lesões características de atropelamento no corpo do primata durante o exame realizado na manhã desta quarta-feira, 3, todo o protocolo de vigilância para febre amarela será adotado.

A partir da necropsia foi possível coletar fragmentos de órgãos do animal para serem encaminhados para o Laboratório de Saúde Pública Dr. Giovanni Cysneiros (Lacen). A previsão é de que o resultado seja liberado em 15 dias.

Para a superintendente de Vigilância em Saúde da SMS, Flúvia Amorim, mesmo com suspeita de morte por lesão traumática, o trabalho de investigação deve ser realizado para se ter a certeza que o animal não estava contaminado pelo vírus da febre amarela. “Um animal doente fica mais susceptível a atropelamentos. Diante dos registros de casos da doença em São Paulo e Minas Gerais é preciso monitorar a circulação viral em Goiânia”.

Ações

Já há um cronograma definido para intensificar as atividades de vigilância, prevenção e controle nas áreas próximas ao local onde foi encontrado o corpo do macaco. Uma reunião com os moradores dos condomínios da região foi realizada na manhã desta quarta-feira, 3, para orientá-los das ações que serão adotadas pela Prefeitura de Goiânia em conjunto com os síndicos nas áreas residenciais e de mata próximas aos locais.

A superintendente de Vigilância em Saúde da SMS reforça que todo morador de Goiânia que não tenha tomado a vacina procure uma unidade de saúde para se imunizar contra a febre amarela. As atuais diretrizes do Ministério da Saúde definem que quem tem uma dose contra a febre amarela comprovada na carteira de vacinação já está protegido.

Outro eixo do programa de vigilância da doença que será intensificado na região é o manejo ambiental. Uma equipe de agentes de combate às endemias já foi direcionada para área para reforçar as visitas aos imóveis, combater focos do Aedes aegypti e orientar os moradores de que a participação deles é fundamental na eliminação das doenças transmitidas pelo mosquito.

Uma ferramenta complementar adotada é a vigilância viral, que consiste na coleta de mosquitos para isolamento do vírus amarílico nas áreas de ocorrência dos eventos suspeitos. “A região é propícia para proliferação dos insetos, pois há nascentes de rios e matas. As capturas serão feitas tanto na parte residencial quanto nas áreas verdes”, explica Flúvia Amorim. As amostras serão direcionadas para análise entomológica nos laboratórios da Zoonoses e da Universidade Federal de Goiás.

Vigilância

A morte dos macacos é considerada um evento de alerta para o risco de transmissão de febre amarela. Entretanto, os animais não são transmissores da doença e atuam como hospedeiros e sentinelas para vigilância da circulação do vírus em uma determinada região. A detecção do vírus entre eles auxilia no reforço das estratégias de controle do avanço da doença entre humanos. Em 2017, a SMS realizou 109 necropsias em primatas. Destes, seis casos de febre amarelo foram confirmados.

Ao encontrar um macaco morto ou doente, a orientação da Prefeitura de Goiânia é que a diretoria de Vigilância de Zoonoses seja imediatamente notificada. O órgão, ligado à Secretaria Municipal de Saúde, é o responsável por realizar o exame no cadáver ou coletar o material nos animais enfermos. As amostras são encaminhadas para análise em laboratório de referência. O serviço de captura é realizado gratuitamente todos os dias da semana. Os telefones para contato são: 3524-3131 ou 3524-3125.

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