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Vigilância Sanitária determina adequações para reabertura de clínica de hemodiálise

Prazo para regularização é sexta-feira (15), dia em que os serviços poderão ser liberados, caso as recomendações sejam atendidas
Por: Isadora Picolo 13/07/2016 ás 19:00 - Atualizado em 14/07/2016 ás 09:45
Vigilância Sanitária determina adequações para reabertura de clínica de hemodiálise

A diretoria de Vigilância Sanitária e Ambiental (Visa) da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Goiânia estabeleceu algumas recomendações para que a empresa de hemodiálise que está sob investigação de um surto de infecção bacteriana possa retomar a prestação de serviços de hemodiálise. Na semana passada, após realizarem o procedimento na clínica, 35 pacientes apresentaram reação pirogênica, que é caracterizada por febre, calafrios, tremores, cefaleia, hipotensão e outros.

Dentre as recomendações da Visa estão ações corretivas e preventivas de segurança do paciente, monitoramento microbiológico da água, estratégias de controle da contaminação do sistema, adoção de medidas de precaução para interrupção do surto, além da apresentação de relatório técnico que comprove a confiabilidade das máquinas de hemodiálise, inclusive dos filtros e das membranas de osmose reversa.

As adequações serão avaliadas na próxima sexta-feira (15) e, se atendidas, os serviços poderão ser desinterditados pela Vigilância no mesmo dia. O gerente de Fiscalização e Projetos da Visa, Dagoberto Costa, explica que o principal objetivo do órgão é liberar o quanto antes os serviços, porém, com segurança garantida ao paciente.

“Essa interdição causa dificuldades no acesso ao tratamento de hemodiálise, prejudicando as pessoas que dele necessitam e sobrecarregando o sistema. A Vigilância tem trabalhado então com prioridade nesse caso e seguido rigorosamente o protocolo de ação para assegurar o retorno do serviço o mais breve possível e com qualidade atestada”, explica Dagoberto.

Dagoberto esclarece ainda que a empresa deve sofrer autuações por não cumprir protocolo de prevenção e controle de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IrAS) e segurança do paciente. O protocolo exige a imediata notificação do surto à Vigilância Sanitária por parte da clínica, o que não ocorreu, sendo que o órgão obteve conhecimento do ocorrido através de denúncia anônima.

Contaminação

O laudo da água coletada no dia 05 de julho – dia em que a maioria dos pacientes (25) tiveram reações pirogênicas – apresentou parâmetros de endotoxinas que ultrapassam os limites máximos permitidos. No dia seguinte a clínica realizou procedimentos de desinfecção de todo o sistema de água. Os laudos das amostras de água e dialisato (solução de diálise) coletados no dia 8 de julho mostraram resultados dentro dos parâmetros permitidos.

Os resultados de todos os exames coletados nos pacientes foram liberados ontem (12) pelo laboratório de microbiologia, nos quais foram identificadas bactérias gram-negativas, que podem ter causado as reações nos pacientes. Dos 35 pacientes, seis (6) precisaram ser internados. Até o início da tarde de hoje, três (3) ainda estavam em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e dois permanecem internados. Todos apresentam quadro clínico estável.

Com informações da Ascom da Saúde Municipal

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