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Presidente da CCJ tem dificuldade para definir relator de denúncia contra Temer

Rodrigo Pacheco diz que busca relator 'independente', mas deputados já deixaram claro seus posicionamentos na análise da primeira denúncia. Ele ponderou que 'extremistas' estão descartados
Por: 28/09/2017 ás 10:46 - Atualizado em 28/09/2017 ás 10:46
Presidente da CCJ tem dificuldade para definir relator de denúncia contra Temer

O presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), deputado Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), disse hoje (28) que tem enfrentado dificuldades para definir o relator da segunda denúncia apresentada contra o presidente Michel Temer e dois ministros de seu governo. Temer, Eliseu Padilha, chefe da Casa Civil, e Moreira Franco, que comanda a Secretaria-Geral da Presidência, são acusados pela Procuradoria Geral da República de tentativa de obstrução à Justiça e formar organização criminosa.

Pacheco anunciou ontem que não desmembrará o processo, "nem por tipo de crime, nem por autoridade". O deputado deve designar um relator para elaborar um parecer sobre a denúncia.

Havia expectativa de que a relatoria poderia ser anunciada hoje, mas Pacheco disse à Agência Brasil que pode deixar o anúncio para amanhã ou segunda-feira.

O deputado explicou que tem encontrado dificuldades para fechar o nome do relator, pois alguns parlamentares que aceitaram o convite enfrentam resistência de suas bancadas para assumir o posto de relator. Os partidos mais resistentes têm sido o PSDB e o DEM.
Pacheco afirmou que tem preferência pelo deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), por ser um parlamentar decano. Ele confirmou que também cogitou para a relatoria o deputado Evandro Gussi (PV-SP), entre outros nomes.

Procedimentos

Enquanto não anuncia o relator, Pacheco está adiantando os procedimentos a serem seguidos durante a análise do processo. Ele se reúne na manhã desta quinta-feira com líderes das principais bancadas que compõem o colegiado, para discutir o rito da denúncia na comissão.

A CCJ recebeu o processo ontem depois da notificação dos acusados no Palácio do Planalto. A partir da apresentação da defesa dos denunciados, a comissão terá prazo de até cinco sessões para votar parecer sobre o prosseguimento da denúncia perante a Justiça.

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