JORNAL REALIDADE

PF executa prisão de Carlos Cachoeira e diretores da Delta

Prisões também estão sendo feitas no Rio de Janeiro e São Paulo.
Por: Isadora Picolo 30/06/2016 ás 08:00 - Atualizado em 30/06/2016 ás 10:10
PF executa prisão de Carlos Cachoeira e diretores da Delta

A Polícia Federal realiza nesta quinta-feira (30) uma operação que tem como alvo o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. De acordo com a corporação, ainda há mandados de prisão contra o empresário Adir Assad e o ex-presidente da empreiteira Delta Construções, Fernando Cavendish.

Além de Goiás a operação também está sendo realizada no Rio de Janeiro e São Paulo.

Denúncia

Segundo a PF, a investigação constatou que os envolvidos teriam se “associado em quadrilha", criado 18 empresas fantasmas para transferir cerca de R$ 370 milhões, obtidos pela Delta direta ou indiretamente, por meio de supostos crimes praticados contra a administração pública, para o pagamento de propina a agentes públicos. As investigações ainda indicam que entre 2007 e 2012, quase 100% do faturamento da Delta veio de contratos públicos.

O procurador da República Leandro Mitidieri pede a reparação de R$ 740,8 milhões, pelos danos causados com os crimes. Ele também pediu à justiça a condenação dos denunciados por lavagem de dinheiro e associação criminosa.

De acordo com a Polícia Federal, os pagamentos feitos pela Delta às empresas de fachada tiveram aumentos significativos em anos de eleições.

Outros Alvos

Também são alvo da operação Cláudio Dias Abreu, que já foi diretor regional da Delta no Centro-Oeste e Distrito Federal, e Marcelo José Abbud, que, segundo o MPF, é dono de empresas de fachada usadas no esquema de lavagem.

O Ministério Público Federal no Rio de Janeiro ofereceu esta semana denúncia contra Cavendish, Cachoeira, Adir Assad e mais 20 pessoas por envolvimento num esquema de lavagem de verbas públicas federais. O caso foi distribuído ao juiz Marcelo Bretas, titular da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

Histórico

Acusado de chefiar um esquema de exploração ilegal de caça-níqueis em Goiás, Cachoeira já havia sido preso em fevereiro de 2012, durante a Operação Monte Carlo foi realizada pela PF e o Ministério Público Federal, sob a acusação de que ele comandava uma quadrilha que explorava o jogo ilegal em Goiás. Ele ganhou liberdade em 11 de dezembro do mesmo ano.

Depois que a Operação Monte Carlo foi deflagrada e a CPI, instalada, Cavendish deixou o comando da Delta. A empresa pediu recuperação judicial depois do escândalo. Desde a época, o empresário já foi condenado por diversos crimes. A última condenação foi no dia 23 de setembro, pelo crime de violação de sigilo funcional, com pena de três anos de prisão

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