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40 mil professores estão fora de projeto que atualiza salário da categoria

Segundo a presidente do Sintego, a matéria que está em análise no Poder Legislativo, apenas 583 professores de níveis PI e PII estarão contemplados. Ela pede que o benefício seja estendido para PIII e PIV, além dos funcionários do chamado Quadro Transitório.
Por: Isadora Picolo 25/08/2016 ás 13:00 - Atualizado em 25/08/2016 ás 13:50
40 mil professores estão fora de projeto que atualiza salário da categoria

Profissionais da Educação Estadual e de outras áreas do serviço público estadual fizeram uma carreata nesta quinta-feira (25) em ruas do Centro de Goiânia. Eles cobraram o pagamento da Data Base que por lei deveria ter sido feito em maio e a inclusão de professores de nível PIII e PIV no projeto que está parado na Assembleia Legislativa que atualiza o salário da categoria.
De acordo com a presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação em Goiás (Sintego), Bia de Lima, afirmou que na matéria que está em análise no Poder Legislativo, apenas 583 professores de níveis PI e PII estarão contemplados. Ela pede que o benefício seja estendido para PIII e PIV, além dos funcionários do chamado Quadro Transitório.

Ao Diário de Goiás, o líder do governo na Assembleia, José Vitti (PSDB), informou que negociações estão em andamento. Bia de Lima espera que possa haver avanços.

“Eu espero que sim, nós estivemos com o governador nesta semana na segunda-feira, o presidente da Assembleia nos levou até ele. Do jeito que está beneficia apenas 583 professores da ativa, PI e PII e Quadro Transitório, enquanto que a grande maioria, quase 40 mil professores ficarão de fora da lei, justamente os que estudaram e se qualificaram, parece que é uma punição do governo para quem estuda, é um absurdo”, argumentou a sindicalista.

Sobre os administrativos, Bia de Lima destacou que foi feito pedido, pois estão há dois anos sem receber atualizações salariais. Além disso, a sindicalista também pediu que sejam corrigidos os vencimentos dos funcionários temporários.

“Nós estivemos conversando com o governador sobre isso, e também sobre os administrativos que estão há dois anos sem reajuste e são os que recebem os menores salários, alguns até mesmo menos do que o salário. Hoje temos com 20 mil salários temporários na Educação e muitos estão com salários congelados até 2011. O governo prometeu que fará um estudo. Queremos apenas que o governo apenas cumpra a lei.”, destacou.

Bia de Lima reclamou que os que recebem salários mais altos na administração Estadual têm recebido atualizações nos vencimentos, mas em categorias como Saúde e Educação, isto não vem ocorrendo. “Essa conversa não cabe mais. Esse assunto de que não há recursos já passou. A arrecadação não teve queda. Quem tem os maiores salários como o pessoal da PGE, do Fisco tiveram os salários corrigidos, mas as categorias com salários mais baixos não, como a Saúde e a Educação.

Sobre os parcelamentos da atualização salarial, a presidente do Sintego, entende que é a melhor saída neste momento “é melhor assim, porque do jeito que está nós estamos é sem nada”, afirmou.

A matéria prevê pagamento do reajuste de 11,36% do Piso apenas para professores PI e PII e Quadro Transitório do Magistério a partir de agosto, com parcelamento do retroativo a janeiro em até sete vezes à partir do próximo mês.

“O projeto chegou à Casa, se iniciaram algumas negociações, de forma que acho que teremos um desenrolar mais tranquilo. O maior problema é o PIII e PIV, o PI e PII está resolvido. No projeto que chegou aqui não contempla PIII e PIV, é isto que está sendo negociado. O parcelamento faz parte das negociações. Não há garantia de sucesso, está sendo verificada a disponibilidade do caixa do governo para fazer os pagamentos”, argumentou o líder do Governo na Assembleia, José Vitti.

O processo passará pela análise da Comissão Mista e, posteriormente, será votada em duas rodadas pelo Plenário da Casa.

Data Base

Os servidores também cobraram o pagamento da Data Base. Ao Diário de Goiás, a área econômica do governo têm dito que as condições financeiras estão sendo analisadas, mas até o momento não há um indicativo concreto se o governo vai pagar ou não a correção das perdas inflacionárias de 2015 para 2016.

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