Entrevista com Matt Redman
Última atualização em Quarta, 04 Abril 2012 16:49
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Thiara Lopes
Última atualização em Terça, 27 Março 2012 16:22
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Pastor Luiz Alberto - Videira Peru
Entrevista concedida à Revista Vinha
Luis Alberto Núñez Chávez, 41 anos, é o pastor presidente da igreja La Vid em
Cusco no Peru. É casado há 15 anos com Jenny Sagarvinada Solis, com quem tem três filhos:
Silhi, 14 anos, André, 12 anos, e Misael, 9 anos. Em 2004, esteve na Videira em Goiânia
para fazer o Seminário Pastoral e ser treinado. Hoje é responsável também pela La Vina e
supervisiona oito igrejas da VINHA plantadas no Peru.
Quando foi sua conversão e como aconteceu o seu chamado pastoral?
Minha conversão aconteceu no ano de 1987. Dois anos depois, em 1989, Deus
confirmou meu chamado pastoral. Essa confirmação aconteceu quando o pastor da igreja que
eu congregava decidiu deixar o ministério por motivos pessoais. A igreja ficou sem pastor e
não havia ninguém para assumir a direção do ministério. Foi nesse momento que o Senhor
confirmou meu chamado e assumi a igreja sem nenhuma capacitação ministerial. Foi um desafio
que Deus mesmo se encarregou de me ajudar a resolver e que até hoje Ele tem desenvolvido em
minha vida.
Como iniciou sua relação com a Videira e quando começou a Videira no Peru?
Quando assumi a direção da igreja, percebi que não podia estar à frente desse trabalho
sozinho. Muitos fatores me levaram a essa decisão, como a minha capacitação, que era quase
nenhuma, e a necessidade de ter uma pessoa casada à frente da obra, porque nessa época eu
era solteiro. Foi aí que decidi entrar em contato com a igreja Luz para os Povos para eles nos
acompanharem e ser nossa cobertura espiritual. Depois de um tempo, eles decidiram enviar o
pastor Gilmar e a sua esposa, e também o obreiro Jeovah Belchior e sua esposa para assumirem
o trabalho em Cuzco. Dois anos depois, o pastor Gilmar retornou para o Brasil. Então, eu e o
pastor Jeovah fomos ordenados e ficamos cuidando da obra no Peru.
Minha relação com a Videira começou quando nossa igreja estava em um processo de
transição; havíamos saído da cobertura espiritual da Luz para os Povos. Nessa época, o pastor
Jeovah, que tinha sido discípulo do pastor Aluízio antes de ir para o Peru, resolveu entrar em
contato com ele. Foi a partir desse contato que conheci a Videira. Nós nos tornamos igreja
Videira, La Vid, oficialmente em 2003, quando fizemos uma aliança com a VINHA e até
hoje estamos debaixo desse acompanhamento e supervisão, estamos debaixo da mesma visão
e da mesma unção. Depois de alguns anos, em janeiro de 2005, o pastor Jeovah, hoje pastor
da Videira em Belém do Pará, decidiu voltar para o Brasil e eu assumi a igreja como pastor
presidente.
Como foi a transição da igreja para Videira?
Foi um processo, porque inicialmente não estávamos inseridos na visão de células, e
estabelecê-las foi um desafio para nós. Mas hoje temos uma geração que nasceu debaixo dessa
visão, que se converteu nas células e que tem o anseio de multiplicá-las cada vez mais.
O senhor veio a Goiânia para fazer o Seminário Pastoral no ano de 2004, não foi? Que
impacto esse tempo na Videira em Goiânia trouxe para o seu ministério e para a Videira
em Cuzco?
Isso mesmo. Foi muito bom esse tempo. Ver o crescimento da Videira em Goiânia
e andar com o pastor Aluízio foi uma das melhores experiências da minha vida e do meu
ministério. Definitivamente, esta experiência repercutiu no desenvolvimento e crescimento da
Videira no Peru, porque após fazer o seminário em Goiânia e após acompanhar de perto como o
trabalho é realizado lá, pude fazer no Peru a obra de acordo com a visão.
Vemos que a igreja em Cuzco tem uma estrutura muito semelhante a da Videira em
Goiânia, com redes de adultos, Radicales Libres, Radicales Kids, Instituto Bíblico,
mesma forma de congregar, entre outras coisas. O senhor acredita que isso é fruto do
aprendizado que obteve enquanto esteve na Videira em Goiânia?
Quero reforçar que quem começou com as células e com a Videira no Peru foi o pastor
Jeovah. Eu apenas estruturei o trabalho de acordo com o aprendizado que obtive em Goiânia.
O tempo que estive em Goiânia me permitiu ver a imagem real de como o trabalho é realizado.
Antes, eu o conhecia apenas por menção, por teoria. Eu sempre falo que estou atrás da Videira
em Goiânia, os passos que eles dão são os passos que eu darei. Definitivamente, o tempo que
passei lá foi uma grande oportunidade para mim e foi fundamental para o desenvolvimento da
obra na Videira no Peru.
Qual foi o crescimento da igreja de quando o senhor assumiu, após fazer o seminário em
Goiânia, até hoje?
Quando assumi a igreja, em janeiro de 2005, tínhamos 55 células. Hoje temos 482
células, sendo 320 de adultos e jovens e 162 de crianças.
Como está o trabalho da Videira em Cuzco e quais são os alvos da igreja para este ano?
Atualmente, temos doze pastores na igreja em Cuzco e três que foram enviados este
ano para as igrejas que estão sendo plantadas no Peru. Estamos com um projeto de levantar
mais pastores. Em março deste ano, iniciamos um projeto chamado SPE, que tem o objetivo de
ganhar vidas e consolidá-las a cada trimestre. No final do mês de maio, já havíamos batizado
500 pessoas. Logo iniciaremos uma nova etapa do projeto e cremos que até o final do mês de
setembro estaremos batizando outros 500 irmãos. A cada trimestre, realizaremos uma etapa
desse projeto. Começamos ele novamente e assim cremos que, a cada dia, mais irmãos serão
acrescentados em nosso meio.
A Videira em Cuzco é a segunda maior igreja da VINHA? Atualmente, só tem menos
membros que a Videira em Goiânia. Que fatores foram determinantes para esse
crescimento?
Eu creio que, primeiramente a graça de Deus, e em segundo lugar a visão e a unção
à qual estamos submetidos. Ter como mentores os pastores Aluízio e Marcelo é outro fator
fundamental para o crescimento que temos experimentado, ou seja, estar debaixo da supervisão
e do mentoreamento da VINHA tem sido determinante para o crescimento da nossa igreja.
A compra do novo prédio foi um verdadeiro desafio financeiro para a Videira em Cuzco,
como conseguiram superar esse desafio?
Realmente foi um grande desafio, um desafio que na verdade ainda estamos
enfrentando, porque assumimos uma dívida de pagamento das parcelas por cinco anos. Já
pagamos dois anos, mas ainda faltam três. Mas a obra de Deus é sustentada por Ele, essa é a
nossa motivação e paz. Creio que esse desafio foi apenas o primeiro desafio de crescimento e
expansão da Videira no Peru. Tenho certeza que desafios maiores estão diante de nós.
Muitos irmãos são enviados do Peru para fazer a Turma Especial do Seminário Pastoral
em Goiânia. Inclusive, alguns destes já são pastores na Videira em Cuzco. Qual o objetivo
desse envio e que impacto esses irmãos causam na igreja quando voltam para o Peru?
O propósito do envio é sempre o mesmo: que esses irmãos sejam contagiados com
a paixão que existe na Videira em Goiânia. Meu desejo é que eles também passem pela
experiência que passei; que eles também possam ver o crescimento constante que existe lá e
possam ser desafiados a crer que o que Deus tem feito na Videira em Goiânia, como Ele tem
usado os irmãos ali, Ele também pode fazer aqui, também pode nos usar tremendamente.
O senhor acredita que o contato constante dos irmãos peruanos com os irmãos da Videira
em Goiânia é um fator determinante para guardar a visão e a estrutura em células na
Videira em Cuzco?
Claro que sim, por isso investimos nesses constantes envios e temos obtidos bons
retornos deles.
Vocês já possuem Turma Especial do Seminário Pastoral no Instituto Bíblico de Cuzco?
Sim. Já temos essa turma no nosso Instituto Bíblico e em média 100 alunos participam
Como tem sido o trabalho de plantação de igrejas no Peru?
Está sendo uma experiência através da qual temos aprendido muitas coisas. A obra tem
crescido mais rápido do que imaginávamos e cremos que é porque essa é a vontade de Deus; os
planos d’Ele são maiores que os nossos. Já temos trabalhos de plantação de igrejas Videira em
dez cidades do Peru e sabemos que muito mais o Senhor fará.
Quais são os alvos da La Vina e os projetos para alcançar esses alvos?
O projeto que temos junto com o pastor Marcelo na VINHA Internacional é de abrir
100 igrejas até 2020, e dessas, temos assumido o compromisso, a responsabilidade de abrir 50
igrejas no Peru, na VINHA Peru – La Vina.
Em janeiro de 2010, alguns irmãos participaram da Missão Holidays para o Peru. Qual
foi o resultado do trabalho evangelístico feito por esses irmãos na plantação de igrejas no
Peru?
O fruto desse trabalho foi a igreja que hoje temos em Lima. Agora, estamos
consolidando e fortalecendo essa igreja. Enviamos para lá o pastor Ronald Gabancho, que
esteve seis meses em Goiânia para ser treinado, e hoje está à frente da Videira em Lima.
Como o senhor vê a importância de missões como essa, desses momentos em que os irmãos
aproveitam as férias para conhecer lugares novos, evangelizar e ajudar a edificar a igreja?
Creio que é uma das melhores estratégias que temos hoje de plantação de igrejas. É
muito nobre ver como esses irmãos dispõem dos dias que têm para descansar, das suas férias,
para fazer a obra de Deus. Creio que essas missões dão um sentido maior, um propósito para as
férias dos irmãos.
Do dia 22 a 24 de setembro, acontecerá em Cuzco a Conferência da Vinha Internacional.
Esta é a primeira conferência da VINHA Internacional voltada para os países da América
Latina?
Sim. É a primeira e estamos com grandes expectativas para a sua realização. O pastor
Marcelo Almeida teve a ideia de realizarmos essa conferência e essa ideia foi a confirmação de
um desejo que já tínhamos há muito tempo.
As inscrições já estão abertas? Como os irmãos podem se inscrever?
O custo da inscrição é de U$ 10 (dez dólares). Para os irmãos de outros países
participarem, eles só precisam ligar para nossa igreja e reservar a sua vaga.
Quais outras conferências são realizadas pela La Vina e pela Videira em Cuzco?
Na La Vid (Videira em Cuzco), realizamos mais duas conferências: a de mulheres, em
março, e a conferência dos Radicales Libres, em novembro.
Última atualização em Terça, 27 Março 2012 13:16
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Pastor Sílvio Galli - Igreja Batista Água Viva
Entrevista concedida à Revista Vinha
José Sílvio Galli, 52 anos, é casado há 25 anos com Mírian Martins Galli, com
quem tem dois filhos, Talita, 17 anos, e Davi, 7 anos. Ordenado em 1993, é pastor presidente
da Igreja Água Viva em Mauá, São Paulo. Em 18 anos de ministério, escreveu sete livros,
entre eles, “Reacendendo a chama do Espírito” e “A explosão da Glória”, esse último lançado
em fevereiro deste ano. Membro do Conselho Apostólico da VINHA, já implantou mais de 10
igrejas e hoje supervisiona 71.
Quando o senhor se filiou à VINHA? Qual tem sido o impacto do mentoreamento da
VINHA em sua igreja e ministério?
Tive o prazer e a alegria de conhecer o pastor Aluízio em 1999. Naquele ano,
participei da primeira conferência da Videira realizada no ginásio do bairro Jardim América,
em Goiânia. Senti que Deus estava gerando uma conexão espiritual entre nós e a Videira
naquela conferência. Daquele momento em diante, comecei a me aproximar do pastor Aluízio,
comecei a segui-lo sem que ele me conhecesse. À medida que fui me aproximando e ele foi
me conhecendo, sentimos o testificar em nosso espírito e, em 2002, ele aceitou nos mentoriar.
A partir daí, entrei em um novo nível espiritual, a minha vida espiritual foi totalmente
impactada. Como resultado dessa transformação, nossa igreja, que era tradicional, foi avivada
e transicionada para as células. Com a visão alargada e novas estratégias, nossa igreja saiu dos
300 membros que tínhamos em 1999 e foi para 5 mil em 2007, ano em que multiplicamos a
igreja. Hoje somos 55 igrejas fruto da multiplicação da igreja local de Mauá. Louvo ao Senhor
porque minha relação com a VINHA tem se estreitado a cada dia. Atualmente sou membro do
conselho apostólico e tenho o privilégio de supervisionar 71 igrejas.
Como tem sido os projetos de plantação de igrejas na IBAV?
Plantar igrejas é algo que já estava em nosso coração há muito tempo. Quando o pastor
Aluízio lançou o projeto Videira nas capitais, em 2004, sentimos que precisávamos plantar
igrejas também. No início, porém, não tínhamos a mesma visão da Videira de sermos pioneiros
e estarmos à frente. Plantávamos igrejas de uma maneira tímida, por meio da multiplicação da
igreja para regiões vizinhas. Mas sabíamos que estava na hora de começar a plantar de uma
maneira mais rápida e agressiva, contudo ainda não sabíamos como fazer isso. Com a vinda
do pastor Sritawong Phitsanunart para a Conferência Internacional da Vinha, em 2009, fomos
despertados como igreja. Ele foi um agente de Deus para gerar em nós um novo espírito nessa
questão de plantação de igrejas. Avançamos tanto que em 2010, abrimos mais de 20 igrejas,
em São Paulo (capital), em Marília, em Campinas, em Presidente Prudente, em São José dos
Campos, Ribeirão Preto, Foz do Iguaçu e até na Argentina. No ano passado, abrimos mais
igrejas do que em 5 anos. O nosso alvo é plantarmos 15 igrejas neste ano. Faremos isso através
do enviou de pastores, obreiros e até mesmo discipuladores. Temos o alvo de chegar a 100
igrejas até 2020.
O trabalho com crianças da Igreja Batista Água Viva é um dos maiores da VINHA. Ele
é referencial entre as igrejas associadas. Que fatores explicam esse crescimento e esse
destaque?
Hoje, somente em Mauá, temos 3302 crianças e juvenis nas células, 360 líderes e 7
pastoras do ministério infantojuvenil, fora as crianças e as células das igrejas multiplicadas.
Eu atribuo esse crescimento a pelo menos dois fatores principais. O primeiro é a cobertura
espiritual da pastora Márcia. Creio que a rede Radicais Kids e Juvenis acompanhada por ela é
a maior rede de células de crianças e juvenis do Brasil. Pode até ser que exista uma rede maior,
mas eu ainda não conheço e nem ouvi falar, o que é difícil uma vez que estamos sempre lidando
com pastores e igrejas no Brasil todo. O segundo aspecto eu atribuo à minha esposa, pastora
Míriam. Deus colocou algo dentro dela que é comovente. Ela possui uma paixão diferenciada
pelas crianças; ela fala de crianças e se emociona. Ela contagia as irmãs da igreja com esse
encargo. Ninguém consegue ficar perto dela por mais de dois minutos e não se dispor a liderar
uma célula de crianças. O trabalho com crianças, a Rede Radicais Kids, começou em nossa
igreja em 2003. Organizamos a rede e todas as irmãs foram se envolvendo. Hoje a rede de
crianças não tem alvos, mas limites, porque crescem demais. Minha esposa inclusive tem um
blog, miriangalli.blogspot.com, no qual coloca materiais para trabalhar com crianças, vídeos
com testemunhos, biografias de crianças que fizeram história, entre outras coisas. O blog dela
foi até eleito pela Revista Veja como um dos melhores do Brasil.
Como mudar a mentalidade dos pais e da igreja em relação às crianças? Como o senhor
forma uma mentalidade correta em relação à próxima geração em sua igreja?
Infelizmente, muitas igrejas não valorizam as crianças. Como estas não
possuem renda, as igrejas as consideram um empecilho que somente gera gastos. Essa é a visão
mercantil que boa parte das igrejas evangélicas possui. Certa vez, um pastor nosso viu um salão
que desejava alugar para a igreja. Quando fui ver o lugar, perguntei onde estava o espaço das
crianças e ele me respondeu que não havia esse espaço, então eu disse a ele que aquele prédio
não podia ser alugado, porque tinha que ter o lugar das crianças. Em muitas igrejas, as crianças
são consideradas obstáculos e impedimentos para a obra. Mas minha mulher costuma
dizer: “Quando você ganha um adulto, você ganha uma vida pela metade, uma vez que ele já
viveu muito até chegar ali. Mas quando você ganha uma criança, ganha uma vida por completo,
uma vez que ela vai ter a vida inteira para servir ao Senhor”. O que precisa ser feito é mudar a
mentalidade dos líderes. O que eu faço em minha igreja é valorizar as crianças a ponto de dar o
melhor para elas. Existem igrejas que nem trabalham com crianças, outras dão o pior para elas,
dão o que sobra. Eu faço justamente o contrário, dou o melhor. Como igreja, damos para elas o
melhor prédio e tudo que podemos dar de melhor. O melhor ministro que eu tinha dei para as
crianças, que é a minha esposa. Quando eu, como pastor presidente da igreja, valorizo o
ministério infantojuvenil, a igreja acaba vendo e valorizando também.
Como o senhor enxerga a responsabilidade de formar uma geração de vencedores desde a
infância? Ela é apenas dos pais? Qual o papel da igreja nessa formação?
Acho que o papel preponderante da igreja é educar os pais para os pais educarem as
crianças. Não podemos inverter os papéis. Gerar e formar uma criança vencedora é papel dos
pais. Infelizmente, na experiência de nossa igreja local, a maioria dos pais das crianças que
estão em nossas células não são crentes. Então a igreja acaba tendo que realizar um papel duplo,
fazer o papel dela e dos pais também.
E de quem é a responsabilidade de formar discípulos desde a infância, da igreja ou dos
pais?
O papel de discipular os filhos é dos pais. Os pais que estão na igreja devem ter o
entendimento que seus primeiros discípulos são seus filhos, isso é básico. Entretanto, esse
discipulado além da família é algo inovador, um verdadeiro desafio. O Senhor nos mandou
fazer discípulos e nesse mandamento ele não determinou a faixa etária deles. Quando a Videira
começou a fazer Encontros para crianças e juvenis, as pessoas duvidaram, acharam que não era
possível dar certo. Mas foi algo que frutificou e que deu muito certo. A questão do discipulado
com crianças e juvenis é algo novo também. Mas se Deus está nos levando a trabalhar forte com
discipulado e fortalecer isso no Brasil, porque não fazer o mesmo com as crianças.
No Salmo 78.5-7, versículo que é o tema da Conferência Vinha Kids 2011, vemos que não
somente os pais, mas a igreja também é responsável em transmitir o que temos recebido
para a próxima geração. O que o senhor acredita que a igreja deve fazer para que o mover
de Deus que experimentamos e vivemos hoje não se perca?
Em primeiro lugar, eu acredito que devemos conscientizar os pais de que as crianças
também precisam se encontrar com Jesus através do novo nascimento. Depois, precisamos
ensinar os pais a cultivar uma vida de devocional e a ensinar os seus filhos a fazer o mesmo. E
por último, necessitamos frequentemente de renovar nosso encargo para que os nossos filhos
vejam em nós a paixão, a unção e o fervor espiritual e, assim, recebam nosso legado.
Quando o assunto é evangelismo, muitos deixam de incluir as crianças. Por que isso
ocorre?
Somos uma igreja que veio da reforma protestante, mas que na verdade, por estarmos
no Brasil, possui muitas raízes católicas. E a igreja católica ensina que as crianças são salvas
pelo sacramento do batismo. Precisamos remover essa mentalidade do nosso meio e nos
conscientizar de que todos precisam nascer de novo para entrar no Reino dos céus, inclusive as
crianças. A criança precisa nascer de novo. À medida que ela tem consciência do pecado, ela
tem a necessidade de ter a experiência do novo nascimento, senão ela não é salva.
Quando acontece a Conferência Água Viva Kids, qual o objetivo dela e quem pode
participar?
A conferência Água Viva Kids acontecerá de 26 a 28 de agosto, e o tema este ano é
Discipulando crianças, discipulando famílias. A primeira conferência foi realizada em 2005.
Atualmente cerca de 1500 pessoas participam dela, irmãos vindos de várias partes do estado
de São Paulo e de outros estados também. O principal objetivo dessa conferência é despertar
discípulos de Jesus para que eles possam liderar célula de crianças e juvenis.
Eu converti na Rede Radicais Kids e Juvenis e hoje sou obreiro na Videira em Goiânia,
sou fruto desse trabalho. Como o senhor acredita que será a repercussão desse trabalho
com crianças e juvenis daqui a alguns anos em sua igreja?
Em nosso ministério infantojuvenil, trabalhamos com muitas crianças carentes, damos
comida, reforço escolar, etc. Não tenho expectativas para o futuro no sentido de tê-las como
os próximos pastores. O meu objetivo é trazer esperança para essas crianças em Jesus. Não sei
exatamente em que redundará esse trabalho, mas Jesus disse que não podemos ser empecilho
para que o evangelho chegue às crianças e é com isso que me preocupo. Posso até ser criticado
por não ser visionário, mas o que acontecerá com essas crianças só o Senhor sabe. A única coisa
que fazemos é investir nessa próxima geração e esperar para ver o que Deus fará. O que posso
dizer é que quando uma criança é liberta e salva, nos emocionamos muito. Nossa alegria é vê-
las restauradas. Fazemos um investimento sem esperar retorno para a igreja, seja como pastores
ou como membros que investirão na obra. Minha alegria é abençoá-las e fazer o que Jesus
mandou.
O senhor gostaria de deixar uma mensagem para os leitores da Revista VINHA?
Quero agradecer pela oportunidade de poder compartilhar o que Senhor nos tem dado
aqui em Mauá. Eu sempre estive na VINHA como um aprendiz. Tudo o que eu sei hoje aprendi
com a Videira e com os pastores da VINHA, e no ano passado, tive a oportunidade de participar
da Conferência Vinha Kids como um preletor, o que foi uma grande honra para mim. Somos
uma igreja associada, mas temos recebido tudo que o Senhor tem dado para a Videira em
Goiânia e para as igrejas da VINHA. Para os leitores da Revista VINHA, gostaria de deixar
a seguinte mensagem: “Deus está esperando uma atitude nossa em relação às obras do diabo
contra as crianças. O povo de Deus precisa se levantar para investir nesse trabalho, abrir células
e ver crianças serem transformadas”. Meu desejo é que o Senhor desperte muitas pessoas com
encargo por esse ministério em todos os lugares desse Brasil como tem despertado em minha
igreja.
Última atualização em Terça, 27 Março 2012 13:08
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Paulo Francisco Entrevista David Neutel
Última atualização em Sexta, 23 Março 2012 12:19
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